De acordo com os
resultados das conferências internacionais, o consenso é de que a Educação
Ambiental tenha como base o pensamento crítico e inovador, em qualquer tempo ou
lugar, em seus modos formal, não formal e informal, promovendo a transformação
e a construção da sociedade. Assim, boa parte dos pesquisadores do tema
considera que a Educação Ambiental não é neutra, mas ideológica e constitui-se
portanto em um ato político.
Neste sentido é que os atores
sociais de decisão nos municípios devem a comunidade um papel de articulação na
construção de modelos e matrizes de educação ambiental que, dentro da
perspectiva de produção de conhecimento, contribuam para a descoberta e
mapeamento das potencialidades e características locais, a fim de desenvolver
alternativas e técnicas adequadas às capacidades (de suporte) dadas pela
região, bem como às demandas sociais existentes. Ampliando dessa forma o acesso
aos bens naturais e provendo usos sustentáveis dos mesmos, tanto nos aspectos
relacionados ao lazer e cultura, mas também aqueles relacionados ao uso
econômico.
Desse modo, nossa equipe busca
desenvolver projetos de educação ambiental como instrumento de integração e
compartilhamento de valores e virtudes. Acreditamos que todo processo
educacional traz em si a semente do desenvolvimento sadio para todas as partes
envolvidas no processo.
De modo geral, as ações e
estratégias educativo-pedagógicas que propomos, objetivam criar ou fortalecer
os vínculos afetivos do público atendido com o lugar onde vivem.
Consideramos também fundamental
que as ações sejam construídas e implementadas em parceria com as instituições
públicas, privadas e da sociedade civil, aproximando públicos, alinhando
interesses e validando experiências de educação para a sustentabilidade – ideal
que só pode ser conquistado com mediação justa entre demandas e recursos,
incluindo todos os seres vivos.