quinta-feira, 22 de março de 2012

Neste DIA DA ÁGUA, muitas reflexões vem a mente das pessoas que lidam com a questão ambiental em qualquer nível que seja. Pensamos no quanto ainda há por fazer até que consigamos restabelecer o padrão de qualidade de água (E ACESSO) a que qualquer filho de Deus tem direito - e nesses filhos incluo sim os ditos "irracionais", a fauna silvestre, e também aqueles que (em nossa vã filosfia) julgamos apenas vegetar, a flora silvestre!
Penso que a melhor maneira de comemorar é revendo nosso próprio comportamento cotidiano em relação ao uso, tantas vezes com excesso de desperdício, que fazemos em nossa casa: na cozinha, no banheiro, na lavanderia, na garagem... Se a gente se comprometer de verdade, dá pra economizar em cada um desses locais. Cada um em sua casa pode fazer tanto - E TODOS OS DIAS!
Penso também no quanto é preciso sensibilizar e educar as gerações atuais - adultos e crianças - para remodelar hábitos e pensamentos quanto ao respeito que devemos e precisamos ter, sob real risco fatal, em relação aos recursos naturais. Sim, acho que tudo começa pelo respeito - onde foi que a humanidade começou a se esquecer dessa virtude primária? Respeitar a si - nossos limites, nossas necessidades... Entender que o outro também tem limites, necessidades... Assim como qualquer um de nós, humanos, os demais elementos tem seus próprios limites e necessidades. Entender que somos tão criatura de Deus quanto qualquer outro elemento natural que está nesse planeta, e apenas por isso, somos todos merecedores de respeito.  - é tão difícil assim de nivelar isso? 
Penso que a tal maçã que nos amaldiçou com o "pecado original" seja a vaidade que brota da nossa inteligência racional. É uma armadilha: o que nos difere dos demais elementos naturais, e portanto nos torna dominantes, é também nossa principal fraqueza: quem de nós consegue dominar a própria vaidade, a ponto desta não servir de tropeço em algum momento?

Bom, mas vamos deixar de "vãs filosofias"... Fico feliz porque a cada dia temos mais uma pessoa ADERINDO A ESTE PROPÓSITO de repensar nosso jeito de viver, de progredir, enfim de dar continuidade à nossa civilização, mas dessa vez respeitando o direito de vida sadia das demais. Puxa, é um grande e valoroso desafio! 
Assim, o registro que deixo em comemoração ao dia de hoje, é a transcrição das propostas elaboradas pelos alunos do mini-curso Gestão Ambiental em Áreas Cársticas, ministrado pelo Dr. Lairson Couto, durante as atividades do Seminário Carste de Sete Lagoas, que, no intuito de contribuir legítima e democraticamente para a melhoria da gestão de nosso território, apontaram ações relacionadas aos recursos hídricos. Parabéns a todos vocês que se envolveram e produziram algo de concreto, para de fato comemorar - é por isso que eu acredito em EDUCAÇÃO AMBIENTAL!

Tratado de Contribuição para Sete Lagoas Sustentável


"Documento gerado a partir das palestras, debates, cursos e discussões promovidos durante a realização do Seminário Carste de Sete Lagoas” ocorrido entre 28/11/11 a 02/12/11.

(...) 

PROPOSTAS PARA ELABORAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS MUNICIPAIS

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B) Gestão Ambiental do Território
Promover, em caráter prioritário, a revisão do Plano Diretor do Município, considerando:
·         As leis complementares propostas em 2007 (Lei do Perímetro Urbano/Lei de Uso e Ocupação do Solo/Lei do Patrimônio Histórico e Cultural/Lei do parcelamento do Solo e Zoneamento Urbano)
·         Elaboração de Plano de Gestão dos Resíduos Sólidos;

·         Elaboração de Plano Diretor de Águas Pluviais;

·         Plano de Saneamento

Promover o acesso da população às informações relativas aos estudos técnicos realizados no município e demais informações sobre as condições de uso, ocupação e exploração do território setelagoano;

Realizar um programa municipal de cadastramento de uso de água;

Estabelecer conexões entre governo municipal produção acadêmica local para a elaboração de normas e políticas para gestão do território setelagoano.
Reivindicar junto ao governo municipal a elaboração de proposta que viabilize economicamente a regularização e controle ambiental de empresas potencialmente poluidoras, enquadradas na categoria de Micro e Pequena empresa, considerando que os custos para tal regularização dificilmente são suportados por seus orçamentos, e que os danos ambientais provocadas por estas alcançam a coletividade, cabendo portanto uma política municipal específica para tal.

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